Câncer de Cólon: Diagnóstico e Tratamento

Câncer de Cólon: Diagnóstico e Tratamento

Falar sobre câncer nunca é fácil, mas é absolutamente necessário. Especialmente quando nos referimos a um dos tipos mais frequentes e silenciosos da atualidade: o câncer de cólon. Essa doença, que se desenvolve no intestino grosso — mais precisamente na porção chamada cólon — pode evoluir de forma discreta, sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Por isso, o conhecimento, a prevenção eficaz, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são aliados fundamentais na luta contra essa condição.

Ao longo da minha experiência como médico especialista em endoscopia digestiva avançada, venho acompanhando de perto os desafios e avanços no rastreamento, na identificação e na condução dos casos de câncer colorretal. É justamente por isso que decidi compartilhar esse conteúdo com você: para esclarecer, acolher e orientar com responsabilidade e clareza.

O que é o câncer de cólon e por que ele exige atenção

O câncer de cólon é um tipo de tumor maligno que se forma nas células do revestimento interno do intestino grosso. Ele faz parte do grupo de tumores colorretais, que inclui também os cânceres do reto. É uma doença relativamente comum, e infelizmente, ainda bastante subestimada. No Brasil e no mundo, ele figura entre os tipos de câncer mais incidentes tanto em homens quanto em mulheres.

Mas há algo importante que precisamos enfatizar: a maioria dos casos poderia ser evitada ou diagnosticada em fases iniciais, com grandes chances de cura, se houvesse maior adesão à prevenção e ao rastreamento. Isso nos mostra o quanto precisamos falar mais sobre esse tema, com informação responsável, acessível e embasada em ciência.

Fatores de risco e os primeiros sinais de alerta

O câncer de cólon pode atingir qualquer pessoa, mas há grupos que apresentam maior risco. Entre os principais fatores estão: histórico familiar da doença, presença de pólipos intestinais (lesões benignas que podem evoluir para câncer), dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Doenças inflamatórias intestinais, como colite ulcerativa e doença de Crohn, também aumentam o risco.

Em muitos casos, o câncer colorretal se desenvolve silenciosamente, sem sintomas aparentes. Quando eles surgem, é comum que o paciente relate mudanças no hábito intestinal, como diarreia ou constipação persistente, sangue nas fezes, dor abdominal recorrente, sensação de evacuação incompleta, fraqueza e perda de peso sem explicação.

A presença de sintomas não significa, necessariamente, que há um câncer. Mas é um sinal claro de que o sistema digestivo está pedindo atenção. E é aí que entra a importância de uma avaliação precoce com um especialista.

 

O papel da colonoscopia e da endoscopia digestiva no diagnóstico precoce

Uma das ferramentas mais importantes no combate ao câncer de cólon é a colonoscopia. Trata-se de um exame seguro e extremamente eficaz, que permite visualizar toda a extensão do intestino grosso e identificar alterações, como inflamações, sangramentos, lesões e pólipos. Durante a colonoscopia, quando necessário, podemos realizar a remoção desses pólipos ou colher material para biópsia.

Por meio da endoscopia digestiva alta, também avaliamos outras regiões do sistema gastrointestinal, como esôfago e estômago, o que é útil para investigação completa em pacientes com múltiplos sintomas.

É importante reforçar que o rastreamento do câncer de cólon deve começar, em geral, aos 45 anos para pessoas sem fatores de risco, podendo ser antecipado em pacientes com histórico familiar ou condições clínicas específicas. O exame é indolor, realizado com sedação e pode literalmente salvar vidas ao detectar o problema antes que ele se torne mais sério.

Diagnóstico confirmado: quais os próximos passos?

Quando o câncer de cólon é diagnosticado, é natural que surjam dúvidas, medos e muitas incertezas. Por isso, a condução humanizada e individualizada de cada caso é fundamental. Após a confirmação, geralmente por biópsia realizada durante a colonoscopia, o próximo passo é estadiar a doença — ou seja, identificar o grau de comprometimento local e se há disseminação para linfonodos ou outros órgãos.

A partir dessa avaliação, podemos traçar o melhor plano terapêutico. Em fases iniciais, a retirada completa da lesão durante a colonoscopia pode ser suficiente. Já nos casos mais avançados, o tratamento pode envolver cirurgia do cólon, associada ou não à quimioterapia e/ou radioterapia. A boa notícia é que, com o avanço das técnicas cirúrgicas e dos recursos terapêuticos, as chances de sucesso aumentaram significativamente.

A importância do acompanhamento contínuo e da reavaliação periódica

Após o tratamento, o acompanhamento periódico é indispensável. A recorrência do câncer de cólon pode ser prevenida ou detectada precocemente com exames de controle e avaliação clínica regular. Esse cuidado também vale para pacientes que apresentaram pólipos intestinais benignos, mas com potencial de transformação maligna. A retirada desses pólipos, quando realizada a tempo, pode evitar o desenvolvimento do câncer.

Além disso, a reeducação alimentar, a prática de atividades físicas e a cessação do tabagismo são medidas que contribuem não apenas para a recuperação, mas para a prevenção de novos episódios e para a saúde intestinal como um todo.

Prevenção ainda é o melhor remédio

A grande verdade sobre o câncer de cólon é que, apesar de sua gravidade, ele pode ser evitado em muitos casos. Estima-se que mais de 80% dos casos poderiam ser prevenidos com medidas simples, como alimentação equilibrada, controle do peso, prática de exercícios físicos e, acima de tudo, adesão ao rastreamento por colonoscopia.

Infelizmente, o medo do exame, a desinformação e a ideia de que “não estou sentindo nada, então está tudo bem” ainda afastam muitas pessoas do consultório. Mas, como costumo dizer aos meus pacientes, o melhor momento para agir é antes dos sintomas aparecerem.

Agende sua consulta com o Dr. Hugo Guedes e cuide do seu intestino com quem entende do assunto

Se você tem mais de 45 anos, tem histórico familiar de câncer de cólon, ou apresenta sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal ou perda de peso sem causa aparente, este é o momento certo para buscar avaliação.

Aqui na nossa clínica, contamos com estrutura completa, tecnologia de ponta e uma equipe preparada para oferecer diagnóstico preciso, acompanhamento próximo e tratamento individualizado para cada paciente. Com ampla experiência em endoscopia digestiva e colonoscopia, trabalhamos com foco na prevenção e na qualidade de vida.

Não espere pelos sintomas. O câncer de cólon tem cura quando diagnosticado a tempo — e estamos aqui para garantir que você receba o cuidado que merece.

Agende sua consulta agora mesmo e venha conversar com quem é especialista no assunto. Sua saúde intestinal é o primeiro passo para uma vida mais longa, leve e segura.




Texto escrito por: Dr. Hugo Guedes
CRM/DF 25863
Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1154525143369960

O Dr. Hugo Guedes é Médico Cirurgião Geral e Endoscopista especializado pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC FMUSP), com título de Doutorado em Clínica Cirúrgica pela USP. Possui experiência em procedimentos endoscópicos, com atuação nos principais hospitais e clínicas diagnósticas de Brasília – DF, como Hospital Sírio-Libanês. O Dr. Hugo Guedes é membro titular e atuante da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)

Atendimento exclusivo nas melhores clínicas de endoscopia hospitalares de Brasília.

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